quarta-feira, 28 de maio de 2008

Doutores da Alegria: A verdadeira história

Em 1986, Michael Christensen, um palhaço americano, diretor do Big Apple Circus de Nova Iorque, apresentava-se numa comemoração num hospital daquela cidade, quando pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento. Improvisando, substituiu as imagens da internação por outras alegres e engraçadas. Essa foi a semente da Clown Care Unit™, grupo de artistas especialmente treinados para levar alegria a crianças internadas em hospitais de Nova Iorque. Em 1988 Wellington Nogueira passou a integrar a trupe americana. Voltando ao Brasil, em 1991, resolveu tentar aqui um projeto parecido, enquanto ex-colegas faziam o mesmo na França (Le Rire Medecin) e Alemanha (Die Klown Doktoren). Os preparativos deram um trabalho danado, mas valeu: em setembro daquele ano, numa luminosa iniciativa do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em São Paulo (hoje Hospital da Criança), teve início nosso programa.Informações técnicas.

Nossa missão é ser uma organização proeminentemente dedicada a levar alegria a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde, através da arte do palhaço, nutrindo esta forma de expressão como meio de enriquecimento da experiência humana. Somos uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que realiza cerca de 50 mil visitas por ano a crianças internadas em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.IndicaçõesTraumas ligados à hospitalização infantil: perda de controle sobre o corpo e a vida; atitudes negativas em relação às doenças e à recuperação. Contra-indicaçõesNão há. PosologiaA besteirologia deve ser aplicada diariamente até que o paciente não saiba mais como ficar triste. É remédio para a vida toda.

Fonte: http://www.doutoresdaalegria.org.br/

GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS DE TEATRO

ABRAÇADEIRA: Peça de metal em vários modelos para fixação ou conexão de elementos e peças. Utilizados na amarração de varas e outros equipamentos cenográficos.

ACÚSTICA: A qualidade da sala de espetáculos no que diz respeito a transmissão do som. Problemas acústicos geralmente são complexos em sua natureza e muito dinheiro e horas de trabalho podem ser economizados com a consulta de um engenheiro ou arquiteto especializado desde o início do processo de projeto de um teatro.

ADERECISTA: Profissional que executa as peças decorativas e/ou os adereços cênicos do espetáculo. Faz escultura, entalhe, molde em gesso, bonecos etc.

ADEREÇOS: Acessórios cênicos de indumentária ou decoração de cenários. "O espetáculo não tinha uma cenografia implantada, era todo feito à base de adereços que entravam e saiam de cena a todo momento". Objetos de cena.

ALABAÇA: Pedaço de madeira com cerca de 1m, usado para fazer a emenda de duas partes de um longo sarrafo. Pode ser também a emenda de uma vara, uma americana ou um elemento cênico.

ALÇAPÃO: Abertura do chão do palco, dissimulada aos olhos dos espectadores, para encenar efeitos de aparição e desaparição de atores ou objetos cênicos.

ALDRAVA: Tranqueta de metal com que se fecha a porta, com dispositivo que permite abrir e fechar por fora. Um tipo de tranca ou fechadura.

AFINAÇÃO: Na cenotécnica é o ajuste das varas ou peças de vestimenta cênica para nivelamento de suas alturas e distâncias, geralmente efetuado através da correção do comprimento de cordas ou cabos de aço, esticadores e alinhamento de cadarços ou barras.

AMARRAÇÃO: É a fixação final do cenário. Depois de o cenário estar de pé, colocado no lugar, faz-se a amarração, usando-se pedaços de sarrafo, esquadros, mãos francesas etc., para que o cenário não balance. Mais comum em cenários de gabinete.

AMERICANA: Estrutura geralmente de madeira, feita em forma de treliça, onde se penduram cenários ou cortinas. Normalmente ela tem um comprimento longo e uma largura aproximada de 30cm. Corresponde a uma vara, só que estruturada para receber mais peso ou vencer grandes vãos.

APONTAR: Aponta-se um prego quando ele não é enterrado até o fim. O prego fica com a cabeça uns 5mm para fora, facilitando a sua retirada quando necessário. Muito usado quando o cenário ainda não está fixado, ou quando tem-se que montar e desmontar o cenário muitas vezes por semana.

ARARA: Uma estrutura feita em madeira ou metal, onde se colocam os cabides com os figurinos do espetáculo. Normalmente ficam nos camarins ou nas coxias do palco. Geralmente é feita com dois pés laterais ligados no alto por um cano ou madeira arredondada.

ARENA: Área central de forma circular, onde acontecem espetáculos teatrais. Palco do teatro grego. Área central coberta de areia, nos antigos circos romanos. Arena (picadeiro): o espaço central do circo onde se exibem os artistas da companhia.

ARQUIBANCADA: Estrutura onde são fixados assentos simples ou bancos para o público. Geralmente utilizadas em espaços alternativos e salas multi-uso.

ARQUIBANCADA RETRÁTIL: Estrutura telescópica com assentos e encostos dobráveis, que pode ser recolhida até atingir a profundidade de uma fileira. Utilizada para organizar as tipologias cênicas de uma sala multi-uso ou teatro black-box.

ARQUITETURA CÊNICA: Estruturação e organização espacial interna do edifício teatral, relacionando diversas áreas como cenotécnica, iluminação cênica e relação palco-platéia. É toda arquitetura que se relaciona mais diretamente com o espetáculo.

ASSOALHO: Pavimento de madeira que forma o piso do palco. O piso do palco de teatro deve ser executado em madeira por alguns importantes motivos: facilidade de implantação (fixação) do cenário, som, e estabilidade dos atores. A madeira mais indicada para sua execução é o freijó, geralmente montado em pranchas com encaixe macho-fêmea.

AUDITÓRIO: Edifício projetado e equipado para atender à realização de conferência ou eventos que não envolvam maquinaria cênica. Devem ser atendidas necessidades básicas de som e luz de acordo com os requisitos específicos.

BALCÕES: Níveis de assento para o público localizados acima da platéia. Geralmente são dispostos no fundo da sala. Podem avançar pelas paredes laterais até a boca de cena, arranjo que é muito encontrado em teatros do tipo ferradura.

BAMBOLINA: Faixa de pano, normalmente preta, que, seguida de uma série de outras situadas no interior da caixa cênica de um palco italiano, se une aos bastidores ou pernas, para completar o contorno do espaço cênico (mascaramento da cena). São as bambolinas que fazem o acabamento na parte superior do palco, não permitindo que sejam visíveis para a platéia as varas de luz e demais equipamentos.

BAMBOLINA MESTRA: Equivalente à primeira bambolina do palco, é utilizada quando não é necessária ou possível a instalação de um regulador horizontal junto à boca de cena. Equivalente a um bastidor horizontal e pode ser executada em tecido como as demais bambolinas, mas geralmente é uma peça rígida.

BASTIDOR: Armação feita de madeira, forrada de tecido, que pode ser disposta nas partes laterais do palco para estabelecer, junto com as bambolinas, a especialidade desejada para o palco. Podem substituir as pernas ou formar com elas um conjunto para a definição das coxias. As vezes o bastidor também é usado como peça de cenografia, nas composições de fundo ou paredes de cenários.

BILHETERIA: Lugar do teatro onde se vendem, trocam ou reservam ingressos para os espectadores.

BOCA DE CENA: Abertura frontal do palco que delimita horizontal e verticalmente o espaço visual da cena. Recorte na parede frontal do palco, pode ser variada através do uso de reguladores verticais e horizontais.

BIOMBO: Conjunto de dois ou mais painéis/tapadeiras montados em ângulo, autoportantes.

BONECO: Figura de trapo, louça, madeira, plástico, papier-machet etc., que imita um ser humano. Muito usado em teatro como adereço cênico. Termo também usado para significar o modelo de um programa ou cartaz.

BONECO DE VARA: Boneco montado em varas, para permitir movimentos. Espécie de fantoche.

BORBOLETA: Tipo de porca com duas aletas, com aperto manual, usado em conjunto com parafusos passantes de rosca. Facilita a montagem e desmontagem de peças do cenário.

CABINE DE CONTROLE: Sala geralmente localizada ao fundo da platéia, onde são instalados os equipamentos para controle dos sistemas de controle dos equipamentos cenotécnicos, de iluminação cênica e sonorização.

CAIXA CÊNICA: Volume do palco. A caixa onde se situam todas as estruturas do palco e os maquinismos cênicos.

CAMAREIRA: Encarrega-se da conservação das peças de vestuário utilizadas no espetáculo, limpando-as, providenciando a sua lavagem. Auxilia os atores e figurantes a vestirem as indumentárias cênicas, organiza o guarda-roupa e embalagem dos figurinos em caso de viagem.

CAMARIM: Recinto da caixa dos teatros onde os atores se vestem e se maquiam.

CAMBOTA: Um painel de madeira em forma curva, usado muitas vezes para fazer as partes curvas do ciclorama ou um canto de parede.

CANTONEIRA: Peça em madeira ou perfil metálico em forma de L para reforçar quinas ou ajustar cantos de peças de cenários.

CARPINTEIRO TEATRAL: Profissional que executa peças cenográficas: portas, janelas, mobiliário, sanefas e demais objetos projetados pelo cenógrafo.

CARRETILHA: Pequena roldana, em ferro, usada com cordas para facilitar a subida ou decida de elementos cênicos.

CATA-CABO: Uma peça geralmente de ferro, usada em palcos giratórios. Essas peças são fixadas em toda a volta da estrutura do giratório e servem para manter o cabo de aço preso para puxar a estrutura quando ela roda. Geralmente é uma cava ou uma ferragem em forma de ‘U’. Também existem as caixas de catacabos (elétricos), que normalmente se situam nas varas de luz e recebem o cabo de alimentação de força quando ela é levantada.

CENÁRIO: Conjunto dos diversos materiais e efeitos cênicos(telões, bambolinas, bastidores, móveis, adereços, efeitos luminosos, projeções etc.) que serve para criar a realidade visual ou a atmosfera dos espaços onde decorre a ação dramática; cena, dispositivo cênico.

CENÁRIO DE GABINETE: Nome dado geralmente a cenários realistas que possuem três ou mais paredes e reproduzem quase sempre um interior de casa ou apartamento.

CENARISTA: O mesmo que cenógrafo.

CENOGRAFIA: Arte e técnica de criar, projetar e dirigir a execução de cenários para espetáculos de teatro, de cinema, de televisão, de shows etc.

CENÓGRAFO: Aquele que faz cenários, idealiza o espaço cênico. Cria, desenha, acompanha e orienta' a montagem do projeto cenográfico.

CENOTÉCNICO: Aquele que domina a técnica de executar e fazer funcionar cenários e demais dispositivos cênicos para espetáculos teatrais.

CICLORAMA: Grande tela semicircular, geralmente em cor clara, situada no fundo da cena e sobre a qual se lançam as tonalidades luminosas de céu ou de infinito, que se deseja obter. Nele também podem ser projetados diapositivos ou filmes que se desenvolvem alternada ou paralelamente à ação física dos atores. Ciclorama ou infinito, fundo infinito, cúpula de horizonte. Hoje, mais usual em televisão que em teatro, e muito utilizado em ópera.

COMER GATO: Termo usado pelos pintores de cenário, quando alguma pequena área é esquecida de pintar e fica visível ao público. Diz-se que o pintor 'comeu um gato'. A pintura precisa de um retoque.

CONTRA-PESO: Sistema usado em teatro para aliviar o peso das varas que prendem cenários, cortinas, pernas ou bambolinas. "Estava fácil subir e descer as varas: elas estavam contra-pesadas".

CONTRA-REGRA: Elemento encarregado de cuidar dos cenários e objetos de cena, indicar as entradas e saídas dos atores, dirigir as movimentações dos maquinismos cênicos, distribuir horários e informes.

CORDAS DE MANOBRA: Cordas usadas para montar a manobra que movimenta um cenário. Em geral são em número de 5, que prendem uma vara ou gambiarra ou americana.

CORDA COMPRIDA: Nome dado à corda mais distante de onde estão sendo puxadas as manobras.

CORDA CURTA: Nome dado à corda mais próxima do lugar onde estão sendo puxadas as manobras.

CORDA DO MEIO: Nome dado à corda que fica bem no meio da vara ou gambiarra.

CORDA MEIO COMPRIDA: Nome dado à corda que fica entre a comprida e a do meio.

CORDA MEIO CURTA: Nome dado à corda que fica entre a curta e a do meio.

CORTINA: Peça, geralmente em tecido, que resguarda o palco. Abre e fecha lateralmente, ou sobe e desce por mecanismo apropriado. Também chamada em teatro de ‘pano-de-boca’.

CORTINA ALEMÃ: Cortina teatral inteiriça, atada na parte superior a uma barra horizontal móvel, e que se eleva verticalmente para abrir a cena.

CORTINA A POLICHILENO: Cortina teatral, inteiriça, com um tubo na extremidade inferior, e que se abre ao ser levantada por duas cordas que a enrolam de baixo para cima.

CORTINA CORTA FOGO: Cortina confeccionada em tecido anti-chamas para proteção contra incêndios. Uma variação desse equipamento é a ‘porta corta fogo’, elaborada em material rígido com os mesmos propósitos.

CORTINA DE BOCA: Cortina de boca de cena que caracteristicamente se movimenta nos sentidos laterais, fechando ou abrindo nas mudanças de atos, encerramentos ou aberturas das sessões.

CORTINA DE MANOBRA: Cortina leve, situada atrás do pano de boca e que é baixada quando uma troca rápida de cenário deve ocorrer sem interromper o espetáculo ou quando os atores, nas cenas de ligação, passam a representar no proscênio, diante dela.

CORTINA RÁPIDA: Abertura ou fechamento súbito do pano-de-boca para a obtenção de determinados efeitos cênicos. Pano rápido.

COXIA: Nos palcos de teatro, espaço situado atrás dos bastidores. Pode ser ainda um assento móvel, normalmente com dobradiças, usado quando as poltronas normais já estão ocupadas. Uma espécie de cadeira improvisada.

CUBO: Denominação, característica de teatro e televisão, dada a um praticável de lados iguais, totalmente fechado.

CUTELO: Pregar um sarrafo ‘de cutelo' é pregá-lo de pé, no sentido da sua grossura. O sarrafo pode ser utilizado deitado ou de cutelo.

DISCO GIRATÓRIO: Elemento que possibilita a ampliação de possibilidades cênicas. Trata-se de um trecho de piso em forma de disco apoiado sobre o palco ou embutido nele (quando então é chamado de palco giratório). Pode constituir-se de um único, grande, ou de dois ou três menores. Não se aplica a qualquer projeto cenográfico. É próprio para espetáculos com muitas mudanças de cena.

DIMMERS: Equipamento chave do sistema de iluminação cênica que possibilita o controle da intensidade de funcionamento dos refletores e seu acender e apagar, através da ligação de uma mesa de comando de iluminação cênica.

EDIFÍCIO TEATRAL: A arquitetura do teatro na sua totalidade: palco, platéia, administração, saguão de entrada etc. Edifício construído especialmente para que existam condições ideais na encenação de peças, musicais, óperas etc.

ELEVADORES: Divisões do piso do palco com movimentação para cima e para baixo. Pode alcançar toda a largura ou comprimento do palco, ou apenas parte deles; podem ser movimentadas juntas ou separadamente, sempre com espaços certos de parada, formando degraus acima ou abaixo do nível normal do palco. O controle pode ser manual, elétrico, hidráulico etc. Existem elevadores que, além de subir e descer, possibilitam inclinação e montagem de rampas. Trata-se de mecanismo próprio dos palcos dos grandes teatros.

ESCADA: Elemento usado normalmente em composições de cenário, aparecendo ou não em cena. Quando não visível pelo público, chama-se ‘escada de fuga’. É usada como instrumento de montagem.

ESCADA DE CORDA: Também chamada de ‘escada de circo’. Normalmente duas cordas laterais que fixam os degraus em madeira. As vezes uma corda única cheia de nós, por onde sobem ou descem os atores.

ESCADA DE MARINHEIRO: Escada vertical aplicada diretamente sobre a parede, com ou sem proteção. Muito comuns em teatros mais antigos, não é recomendada para projetos novos, por questões de segurança.

ESCORAS: Todo tipo de armação para sustentar ou amarrar um elemento cenográfico: esquadros, cantoneiras, sarrafos, mãos francesas etc.

ESPAÇO CÊNICO: Espaço onde se dá a cena. Em teatros tradicionais coincide com o palco; em espaços alternativos pode chegar a abranger toda a sala.

ESQUADRO: Peça em madeira ou metal, própria para fixação de tapadeiras ou painéis. Um L em ângulo reto, onde se fixa o lado maior da tapadeira e o lado menor no piso, com pregos ou simplesmente com peso.

FANTOCHE: Boneco, geralmente feito de tecido e papier-machet, em cujo corpo, formado pela roupa, o operador esconde a mão, que movimenta por meio do dedo indicador a cabeça, e com o polegar e o médio, os braços.

FIGURINO: Vestimenta utilizada pelos atores para caracterização de seus personagens de acordo com sua natureza, e identifica, geralmente, a época e o local da ação. Traje de cena.

FIGURINISTA: Aquele que cria, orienta e acompanha a feitura dos trajes para um espetáculo teatral. Deve possuir conhecimentos básicos de desenho, moda, estilo e costura.

FOSSO DE PALCO: Espaço localizado sob o palco, acessível por meio das aberturas das quarteladas e alçapões, onde são instalados elevadores, escadas e outros equipamentos para efeitos de fuga ou aparição em cena.

FOSSO DE ORQUESTRA: Espaço localizado à frente do palco, em nível mais baixo, destinado ao posicionamento da orquestra. Muito comum em teatros que abrigam óperas ou grandes musicais. Poucos teatros brasileiros o possuem.

FORRO ACÚSTICO: Nos teatros, os forros da platéia geralmente devem possuir propriedades acústicas apropriadas para a difusão e reflexão do som com o uso da sala em espetáculos musicais e de voz falada. Sua geometria e materiais componentes devem ser cuidadosamente calculados e especificados.

FOYER: Em um edifício teatral, recinto adjacente à sala de espetáculos, para a reunião do público antes, depois ou nos intervalos do espetáculo.

FRISAS: Em um teatro italiano com forma de ferradura (como geralmente são os grandes teatros dos séculos XVIII e XIX), série de camarotes situados junto às paredes de contorno da sala, no nível da platéia.

FUGA: Espaço destinado as saídas de cena dos atores, muitas vezes por detrás de uma perna ou rotunda, ou mesmo por rampas e escadas em pontos não visíveis pelo público.

FUMAÇA: Em teatro, deve-se utilizar fumaça produzida a partir de produtos químicos inodoros, não tóxicos ou prejudiciais aos atores e público, que não manche o cenários ou figurinos. Geralmente é produzida fumaça no palco a partir do processamento de fluidos especiais em máquinas específicas para esse fim, chamadas de ‘máquinas de fumaça’. A fumaça é utilizada para se obter efeitos cênicos, tanto por parte da cenografia quanto da iluminação cênica.

FUNDO NEUTRO: Nome dado ao pano de fundo, à rotunda, ou mesmo ao ciclorama, quando esses não têm nenhuma interferência de desenho ou elemento cênico. Normalmente, possui uma cor única: branca, preta ou cinza.

GAMBIARRA: Vara de refletores e/ou luzes brancas ou de cores variadas, situadas uma ao lado das outras, ou na face interior da boca de cena, acima do arco do proscênio, ou no teto da platéia, a alguns metros de distância do palco, para iluminar a cena. Termo utilizado também para designar instalações improvisadas de cenotécnica ou iluminação cênica.

GALERIA: Nível localizado acima dos balcões, com assentos contínuos para os espectadores. Acompanha as paredes laterais e de fundo da sala de espetáculos.

GALHARUFA: Termo usado em tom de brincadeira jocosa, comum no meio teatral. O profissional veterano revela ao iniciante que a sua bem-aventurança no teatro depende de uma galharufa, uma espécie de apadrinhamento. Espécie de trote.

GANCHOS: São usados nos cenários, às vezes até improvisados, para pendurarem-se elementos cênicos, cordas, roupas etc.

GARRA: Peça com várias opções de formato para fixação de refletores e outros equipamentos às varas de cenografia e iluminação cênica.

GELATINA: Folha de material transparente, geralmente de poliester ou policarbonato, posicionada em frente aos refletores para colorir ou filtrar luzes. Encontram-se disponíveis no mercado gelatinas de inúmeras cores, em diversos tons. Fundamental quando se deseja utilizar cor para desenhar a cenografia.

GOBO: Disco em metal ou vidro utilizado para a projeção de efeitos luminosos, principalmente em refletores elipsoidais. Utilizados para mascaramento do feixe de luz. São encontrados em diversos padrões. Os gobos em vidro podem ser coloridos. Fundamental quando se deseja utilizar cor para desenhar a cenografia.

GORNE: Um tipo de polia em madeira, geralmente um grande carretel, por onde passam as cordas para suspender ou abaixar elementos cênicos. Equipamento geralmente encontrado em teatros mais antigos ou em manobras manuais improvisadas.

GORNE DE CABEÇA: Um gorne em tamanho maior e mais largo que o comum, de modo que possa receber todas as cordas que vêm dos outros gornes. Geralmente é instalado numa das extremidades do urdimento, de onde as cordas são puxadas.

GRAMPO: Em teatro é utilizado para fixação de tecidos, papéis e emborrachados em painéis, sarrafos e tapadeiras. Utiliza-se para isso um grampeador especial.

GRAMPO ROSEIRA: Tipo de prego em forma de ‘u’ utilizado para fixação de cantos das tapadeiras e outros encaixes coplanares.

GRELHA: Uma espécie de segundo urdimento, situado um pouco abaixo do urdimento normal do palco. Quase não existe no Brasil. Muito comum nos grandes palcos europeus equipados para grandes óperas. O termo é utilizado também para denominar urdimentos simplificados, sem acesso superior.

GROSSURA: Em cenografia, a dimensão da espessura, em grande parte das vezes, das paredes. Grossura é quase sempre ilusória. Grossura da parede, da porta, do vão, do arco etc. Quase sempre em madeira ou tecido armado.

GUINCHO: Máquina constituída por um ou mais tambores presos a um eixo horizontal. Pode ser movimentado manualmente ou através de energia elétrica, servindo para movimentar varas e outros equipamentos.

ILHÓS: Orifícios geralmente guarnecidos de aro metálico por onde se enfia uma fita ou cordão. Utilizado na confecção de figurinos e, em cenotécnica, para passagem dos cadarços de amarração de telões, cortinas e outras peças de vestimenta cênica.

ILUMINADOR: Aquele que “faz a luz” para um espetáculo de teatro. Diferente do eletricista. O iluminador cria efeitos de luz, próprios e necessários à atmosfera do espetáculo, determina as cores, intensidades, afinação e sequência de acendimento dos refletores, além de geralmente programar a mesa de controle. Muitas vezes, o iluminador trabalha próximo do cenógrafo.

ILUMINAÇÃO CÊNICA: Conjunto de equipamentos e técnicas que compõem o sistema de iluminação de uma sala de espetáculos, composta por varas, tomadas, refletores, equipamentos de comando etc.

LAMBREQUIM: Uma espécie de bandô, que dá acabamento na cortina da boca-de-cena. Geralmente franzida e colocada na parte superior a frente do pano de boca. Pode ser trabalhada ou lisa.LINÓLEO: tapete de borracha especial colocado como forração do piso do palco, com função de proteção e/ou acabamento; também utilizado para amortecer o impacto dos movimentos, sendo muito utilizado em espetáculos de dança.

LONGARINA: Uma espécie de americana ou poléia, mais comprida e mais estreita (na largura). São sempre colocadas no sentido longitudinal da estrutura. Um pontalete ou viga podem fazer o papel de uma longarina.

LUZ DE SERVIÇO: Luz que é usada quando se está montando um cenário ou trabalhando no palco fora do horário de espetáculo.

MACACO DE ROSCA: Elemento para sustentar plataformas e o piso do palco, sendo utilizado para regulagem de altura das quarteladas e para permitir a abertura do fosso.

MACHO E FÊMEA: Tipo de união de peças de madeira. Geralmente, os pisos de palco são construídos utilizando-se esse sistema.

MALAGUETA: Cada uma das pequenas varas de madeira ou de ferro chanfrado nas extremidades, dispostas em série contínua nas traves da varanda, nas quais se amarram as cordas que sustentam os cenários do urdimento.

MANOBRA: Conjunto de cordas ou cabos de aço que pendem do urdimento, onde se fixam as varas de cenário. O número de cordas ou cabos de aço em cada manobra varia de acordo com o tamanho e peso do cenário a ser suspenso, podendo chegar até sete cordas. Seu controle é manual ou elétrico.

MÃO FRANCESA: Estrutura triangular, de madeira ou metal usado como recurso para sustentação de elementos cenográficos ou cenotécnicos.

MAQUETE: Também maqueta. Em teatro, é o cenário numa escala reduzida, tal qual vai aparecer no palco quando da encenação. Muito útil para a visualização do projeto e para as marcações que serão feitas pelo diretor.

MAQUIADOR: Aquele que faz o trabalho de caracterização dos personagens de um espetáculo teatral, segundo um texto e a concepção dada pelo diretor. Essa caracterização, facial na maioria das vezes, deve acompanhar a linha da indumentária e da cenografia. O maquiador deve manter contato com o diretor, o cenógrafo, figurinista e com os atores.

MAQUINISTA: Profissional encarregado da manipulação dos maquinismos de um teatro. Profissional que monta cenários.

MAQUINISTA DE VARANDA: Profissional encarregado do controle das manobras e demais equipamentos do urdimento. Seu trabalho é geralmente executado da varanda.

MAQUINÁRIA: Toda a estrutura dos maquinismos cênicos de palco de teatro. Varas manuais, contrapesadas ou elétricas, elevadores, alçapões, quarteladas, manobras, pontes etc.

MÁSCARA: Reprodução, estilizada ou não, do rosto humano ou animal, esculpido ou montada em argila, cortiça, isopor, massas diversas etc., guarnecida de texturas, cores e outros elementos, com que os atores cobrem o rosto ou parte dele na caracterização de seu personagem. As vezes é usada como elemento de cena. É também a expressão fisionômica do ator, a qual reflete o estado emocional do personagem que ele interpreta.

MOLINETE: Elemento de uso manual com caixa, base, gorne, eixo e manivela. Utilizado para o movimento de varas de luz, cortinas, palcos, elementos giratórios etc.

MONTA-CARGAS: Um tipo de elevador, grande e aberto, usado sempre em grandes teatros para transporte de cenários, geralmente do subsolo/fosso até o palco. Tipo de elevador usado na construção civil.NÔ: Entrelaçamento feito no meio ou na extremidade de uma ou mais cordas. Há diversas maneiras de se fazer um nó. Há também diversos ‘macetes’ conhecidos pelos cenotécnicos que facilitam o desatamento de nós muitos rígidos.

NAVEGANTE: Prego fixado em ângulo diagonal na peça, nos casos em que não se tem acesso com o martelo para pregar-se perpendicularmente.

ORELHA: Peça fixada em dois trainéis de forma alternada, para uso da corda de atacar em mudanças rápidas. As orelhas são utilizadas para amarração de um painel ao outro.

PALCO: Em teatro é o espaço destinado às representações; em geral são tablados ou estrados de madeira que podem ser fixos, giratórios ou transportáveis. Os palcos assumem as mais variadas formas e localizações em função da platéia, que pode situar-se à frente dele ou circundá-lo por dois ou mais lados.

PALCO ALTO: Palco com altura acima do normal (a média é 90cm) em que o espectador, sentado, tem o ângulo de visão prejudicado. Normalmente as primeiras fileiras são as mais afetadas.

PALCO BAIXO: Palco com altura abaixo do normal em que o espectador, sentado, tem o ângulo de visão em declive.

PALCO ELISABETANO: Também chamado de Palco Isabelino, é aquele que tem o proscênio prolongado, com um segundo plano (muitas vezes coberto) onde existem algumas aberturas, tais como janelas. Apareceu na Inglaterra no período de Shakespeare, por isso também é chamado de Palco à Inglesa.

PALCO GIRATÓRIO: Palco cujo madeiramento não é fixo, mas sim movido por mecanismos que permitem inúmeros e rápidos movimentos de cenários e vários outros movimentos cênicos. Palco raro no Brasil.

PALCO ITALIANO: Palco retangular, em forma de caixa aberta na parte anterior, situado frontalmente em relação à platéia, provido de moldura (boca-de-cena) e, geralmente, de bastidores laterais, bambolinas e cortina ou pano-de-boca, além de um espaço à frente da boca de cena, chamado de proscênio. É o mais conhecido e utilizado dos palcos existentes no Brasil.

PANO-DE-FUNDO: Sinônimo de rotunda. Às vezes pode ser um outro pano, à frente da rotunda do palco.

PANO-DE-BOCA: O mesmo que cortina de boca, geralmente movimentado no sentido vertical. Está situado logo atrás da boca-de-cena.

PASSARELA: Em teatro, são geralmente construídas em estrutura metálica e posicionadas próximas do forro da platéia, para acesso de equipamentos e varas de iluminação (manutenção e afinação de refletores). Em teatros de tipo multiuso e black-box possuem funções cenotécnicas e freqüentemente são aparentes.

PERNA: Denominação comum dada ao bastidor que não é estruturado. Trata-se de um pano solto, desde acima da boca de cena até o chão, para demarcar lateralmente o espaço cênico. Evita vazamentos de cena. Serve, às vezes, para regular a abertura de boca do palco.

PERSPECTIVA: Representação gráfica de objetos sobre uma superfície, geralmente plana, de forma a obter deles uma visão global mais ou menos próxima da visão real. Em teatro, representação muito usada pelos cenógrafos no projeto de cenografia de um espetáculo. No palco, era muito usada como cenografia, na pintura de telões ou fundos em épocas anteriores. Pintura normalmente feita pelo pintor de arte.

PESO: Objeto sólido, de ferro ou concreto, usado para fixação de cenários em alguns casos especiais. O peso também é usado para fazer a contrapesagem dos cenários.

PINTURA: Revestimento das superfícies dos cenários ou elementos de cena nas mais variadas formas, cores e texturas, também chamada pintura de liso.

PINTURA DE ARTE: É o tratamento da superfície: os efeitos dados para criar a atmosfera do cenário. Também é feitura de quadros, filetes, paisagens etc. O pintor de telão é considerado um pintor de arte.

PIZZA: Denominação, característica de teatro e televisão, dada a um praticável de forma circular, diferenciado do queijo por ter grande diâmetro e pequena altura.

PLANTA BAIXA: Em teatro, desenho que representa todas as particularidades de um projeto cenográfico, representadas numa superfície horizontal, localizando o cenário segundo o palco em que será implantado.

PLATÉIA: Até o início desse século era, na grande maioria dos edifícios teatrais, o pavimento entre a orquestra ou o palco e os camarotes. Nos teatros de hoje, é a parte destinada a receber o público, que se acomoda em poltronas, cadeiras, bancos ou arquibancadas.

POLEA: Parte transversal da estrutura de um praticável que junto com as americanas formam a base daquele. Tipo de treliça, geralmente em madeira, para apoio de pisos.

POLIA: Tipo de roldana utilizada para guiar os cabos de suspensão de uma vara (de luz ou cenografia) e outros equipamentos cenotécnicos. Existem vários tipos de polias, tais como polia de base, polia de cabeça, polia de urdimento etc.

PONTE: Passarela localizada no interior do palco, dividindo a caixa cênica no sentido paralelo à boca de cena.

PORÃO: Parte da caixa cênica situada abaixo do palco, para movimentação de maquinaria cênica ou como recurso cenográfico.

PRATICÁVEL: Estrutura, usualmente em madeira, com tampo firme, usada nas composições dos níveis dos cenários. É construído em diversas dimensões e formatos e é normalmente modulado para facilitar as composições.

PROSCÊNIO: A frente do palco. Um avanço, normalmente em curva, que se projeta para a platéia. Algumas vezes é móvel, definindo o fosso de orquestra quando abaixado.

QUARTELADA: Divisão do piso do palco em pranchas que podem ser removidas manual ou mecanicamente. Internacionalmente são moduladas em 2,00m X 1,00m, e sua colocação no palco é com a face maior paralela à boca-de-cena.

QUEIJO: Denominação usada em teatro e televisão, dada a um praticável de forma circular.

RAMPA: Praticável em desnível.

RECORTES: São feitos em chapas de compensado, papelão, duratex e outros materiais, estruturados ou não. Podem ser apoiados no piso do palco, presos em esquadros ou pendurados por tirantes.

REFLETORES: Equipamentos para iluminação cênica, montados em varas, tripés ou posicionados no chão. Existem diversos tipos de refletores. Cada um serve a um propósito específico e apresenta características diferenciadas de facho, intensidade, definição de borda e alcance. Exemplos: PC, Fresnel, Elipsoidal, Par etc.

REGULADOR HORIZONTAL: Uma espécie de bambolina rígida que regula a boca de cena no sentido de sua altura. Localizada junto à boca de cena, geralmente suspensa por cabos de aço. O movimento de subir e descer define a altura da boca de cena.

REGULADORES VERTICAIS: São dois bastidores móveis, geralmente correndo em trilhos, logo atrás da boca de cena. A movimentação lateral dos bastidores define a largura da boca de cena.

RIBALTA: parte anterior do proscênio, limite do palco e platéia. Luzes da ribalta são aquelas dispostas nessa área ocultas do público por um anteparo horizontal.

RODA MALUCA: Rodízio de metal e fibra ou borracha que gira em torno do seu eixo. Utilizada em praticáveis e elementos cênicos, permitindo mudança de direção para quaisquer lados.

RODÍZIO: Elemento composto de roda e placa de aço, utilizado na construção de carros cênicos.

ROLDANA: Polia de metal para cabos de aço. Recurso básico para as manobras.

ROMPIMENTO: Conjunto de pernas e bambolinas que mascara a cena, evitando vazamento das coxias e definindo a caixa preta em um palco italiano.

ROTUNDA: Pano de fundo, normalmente feito em flanela, feltro ou veludo, usualmente em linha reta, ao fundo do palco, delimitando o espaço cênico em sua profundidade.

RUA: Espaços transversais do piso do palco, contínuos a partir da linha da cortina. Espaço entre pernas, formando corredores. Também o talho, que é a distância entre duas longarinas da grelha.

SACO DE AREIA: Bolsa de tecido usada como contra-peso. Também pode ser carregada com outros materiais.

SAIA: Arremate, sempre em tecido, de algumas cortinas, carros ou praticáveis, de acordo com a estética adotada. Às vezes utiliza-se tecido grampeado, formando uma saia na altura do palco.

SANDUÍCHE: Dois pedaços de madeira unindo um tecido ou outro tipo de material similar entre eles.

SAPATA: Base ou suporte para instalação de elementos verticais.

SAPATILHA: Protetor para cabos de aço ou cordas. Também um tipo especial de calçado utilizado por bailarinos ou atores.

SARRAFO: Pedaço comprido de madeira de seção retangular. Material que deve sempre estar disponível, pois é muito utilizado pelos cenotécnicos na construção de outros elementos cênicos, como mão-francesas, praticáveis, escoras, na emenda de dois ou mais pedaços de madeira e em várias outras ocasiões que podem, por ventura, precisar de uma solução imediata. Elemento básico na construção de cenários.

SERRALHERIA: Oficina para trabalhos em ferro. O trabalho do serralheiro é muito solicitado na execução de grandes projetos cenográficos.

SOFITA: Nome dado ao urdimento ou, mais geralmente, ao piso deste, onde são fixadas as roldanas e outros equipamentos cenotécnicos.

TABLADO: Espécie de palco improvisado a partir de uma estrutura de apoio, com tábuas criando o piso. Muitas vezes são utilizadas também chapas de madeira compensada.

TAPADEIRA: Uma espécie de bastidor, normalmente fechado em madeira. Painel rígido, usado para composições de cenografia. Mais usual em televisão do que em teatro.

TAPETE: Elemento da cenografia colocado sobre o piso. Usado também para absorver ruídos.

TALHO: Intervalo entre as tábuas ou perfis de piso do urdimento, para posicionamento de polias.

TAMPO: Folha de madeira colocada sobre as poleas e americanas.

TELÃO: Pano com pintura (armado ou não) que, nos teatros, pende adiante do pano-de-boca. "Tínhamos uma cenografia toda feita em telões realistas, que davam o clima propício à cena". É manobrado em suspenso, verticalmente à grelha.

TOURNETE: Praticável circular, usado também como palco giratório.

TRAINEL: Uma espécie de tapadeira ou bastidor, sempre armado com tecido ou lona esticada e pintado. Há trainel liso, trainel fixo, trainel com rodinhas, trainéis de proteção etc.

TRAQUITANA: Refere-se aos truques feitos e idealizados por cenógrafos e aderecistas.

TRANSPARÊNCIA: Tela transparente que cobre, total ou parcialmente, o palco segundo um plano vertical.

TRAVESSÃO: Sarrafo ou pedaço de madeira que une painéis entre si.

TRAVAMENTO: Também amarração ou travação. É a estruturação do cenário. O travamento não permite que o cenário se movimente, por exemplo, quando um ator se apoia em uma de suas paredes. Essa amarração é normalmente feita com restos de sarrafo. Existem muitos ‘macetes’ de travação, conhecidos dos cenotécnicos.

TRAVE: Pedaço de madeira (esporadicamente outro material) utilizado na sustentação ou reforço de uma estrutura. Muito usada na estruturação de cenografia.

TRILHO: Tipo de perfil onde correm rodízios ou carrinhos, cuja função é permitir o deslocamento das vestimentas cênicas.

TROCA DE TALHO: Ocorre quando há mudança das caixas de gorne ou de roldana, de um talho a outro, a fim de alterar o espaçamento.

URDIMENTO: Armação de madeira ou ferro, construída ao longo do teto do palco, para permitir o funcionamento de máquinas e dispositivos cênicos. Na realidade, é o esqueleto do palco; a ‘alma’ da caixa de mágicas em que ele às vezes se converte. Tem como limite superior, a grelha com a sofita e como limite inferior, a linha das bambolinas, varas de luzes e a parte superior da cenografia.

VARA: Madeira ou cano longitudinal preso no urdimento, onde são fixados elementos cenográficos, equipamentos de luz e vestimentas cênicas. Sua movimentação pode ser manual, utilizando-se contra-pesos e elétrica.

VARANDA: Uma espécie de passarela que contorna todo o urdimento, às vezes, também atravessando-o, por onde circulam os cenotécnicos. Nessa varanda é que se amarram as cordas, controlam-se os contra-pesos, os efeitos cênicos etc.

VARANDA DE LASTRO: Também chamada de varanda de carregamento, é o lugar onde se carregam as caixas de contrapeso com as cargas adequadas para cada vara.

VARANDA DE MANOBRA: Lugar onde se encontram os freios, a barra de malaguetas e a barra de afinação. Varanda na qual trabalham os maquinistas.

VENTO: Termo característico da linguagem dos ‘homens de palco’. Deslocamento. "Para poder passar, foi preciso dar um vento para trás".

VESTIMENTAS CÊNICAS: Conjunto de elementos da cenografia e da cenotécnica que cria o envoltório do espaço cênico e determina sua concretude na caixa cênica.

VERGA: Termo de cenografia correspondente à viga em arquitetura. Usado para dar a ilusão de teto, segundo o ângulo de visão do espectador. Muito usado em cenografia de televisão.

VIGA DE CABEÇA: Viga dupla ou reforçada que sustenta os gornes ou roldanas de saída ou de cabeça.
Fonte: http://teatronanet.blogspot.com/

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Homenagem ao Dia das Mães


No dia em que Deus criou as mães (e já vinha virando dia e noite há seis dias), um anjo apareceu-lhe e disse:
- Por que esta criação está lhe deixando tão inquieto Senhor?
E o Senhor Deus respondeu-lhe:
- Você já leu as especificações desta encomenda? Ela tem que ser totalmente lavável, mas não pode ser de plástico. Deve ter 180 partes móveis e substituíveis, funcionar à base de café e sobras de comida. Ter um colo macio que sirva de travesseiro para as crianças. Um beijo que tenha o dom de curar qualquer coisa, desde um ferimento até as dores de uma paixão, e ainda ter seis pares de mãos.
O anjo balançou lentamente a cabeça e disse-lhe:
- Seis pares de mãos Senhor? - Parece impossível !?!
Mas o problema não é esse, falou o Senhor Deus - e os três pares de olhos que essa criatura tem que ter?
O anjo, num sobressalto, perguntou-lhe:
- E tem isso no modelo padrão?
O Senhor Deus assentiu:
- Um par de olhos para ver através de portas fechadas, para quando se perguntar o que as crianças estão fazendo lá dentro (embora ela já saiba); outro par na parte posterior da cabeça, para ver o que não deveria, mas precisa saber, e naturalmente os olhos normais, capazes de consolar uma criança em prantos, dizendo-lhe: - "Eu te compreendo e te amo! - sem dizer uma palavra.
E o anjo mais uma vez comenta-lhe:
- Senhor...já é hora de dormir. Amanhã é outro dia.
Mas o Senhor Deus explicou-lhe:
- Não posso, já está quase pronta. Já tenho um modelo que se cura sozinho quando adoece, que consegue alimentar uma família de seis pessoas com meio quilo de carne moída e consegue convencer uma criança de 9 anos a tomar banho...
O anjo rodeou vagarosamente o modelo e falou:
- É muito delicada Senhor!
Mas o Senhor Deus disse entusiasmado:
- Mas é muito resistente! Você não imagina o que esta pessoa pode fazer ou suportar!
O anjo, analisando melhor a criação, observa:
- Há um vazamento ali Senhor...
- Não é um simples vazamento, é uma lágrima! E esta serve para expressar alegrias, tristezas, dores, solidão, orgulho e outros sentimentos.
- Vós sois um gênio, Senhor! - disse o anjo entusiasmado com a criação.
- Mas, disse o Senhor, isso não fui eu que coloquei. Apareceu assim...

terça-feira, 15 de abril de 2008

Carta aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia




O Grupo de Teatro Experiência desde sua fundação tem por objetivo o resgate da cultura regional, e a preservação do Meio Ambiente.

O Experiência tem aqui em seu blog desde sua primeira postagem um link que direciona ao site: amazônia para sempre, onde há uma carta aberta de artistas brasileiros sobre a devastação da Amazônia.

Colocamos este link porque acreditamos que essa é uma iniciativa válida já que ao obter o número de assinaturas necessário, o manifesto será enviado ao Presidente da República para que sejam tomadas as providências necessárias para resolver este que é um problema brasileiro e mundial: A devastação da Amazônia.


Então entre nessa corrente você também, acesse o site e assine o manifesto. Vamos acabar de uma vez por todas com a devastação de nossa Amazônia.

Clique aqui para assinar

segunda-feira, 14 de abril de 2008

SECULT realiza oficinas de Teatro em Santarém

Aconteceu ontem, segunda (14 de abril), e irá prosseguir hoje, terça (15 de abril), a apresentação da Lei Semear de Incentivo Fiscal pela Secretaria de Cultura do Estado (SECULT), e de vários outros editais de fomento para este ano, na Casa da Cultura de Santarém. Esse foi o primeiro contato com os organizadores do Projeto Cena Interior que será desenvolvido em nossa cidade durante três meses.

Era para estar ocorrendo nesses dois dias um Workshop de Teatro com Adriano Barroso, que ministrará no Projeto a oficina "Macbeth, a tragédia da noite eterna", a primeira de muitas que estão previstas para acontecer até o final do mês de Junho.

A idéia de trocar o workshop pela apresentação dos editais surgiu da própria secretaria, com o intuito de que esse ano seja enviado para análise um número significativo de projetos pelos grupos de Santarém.

A secretaria visa ainda uma reunião com os empresários locais para motivá-los à incentivar os artistas da cidade.


Cena Interior:

Santarém e Garapé-Açú são os primeiros municípios atendidos pelo Cena Interior neste semestre. Marabá e Barcarena são os próximos a serem contemplados, no segundo semestre deste ano. A prática de montagem contará com oficinas de Produção, Direção Teatral, Interpretação, Concepção de Figurino.

Nos dias 19 e 20 de abril o ator Adriano Barroso já estará em Santarém dando início na oficina própriamente dita, na Casa da Cultura a partir das 15h e 30min.

O Experiência, à exemplo do aconteceu ontem irá acontecer hoje, estará com o maior número possível de seus membros participando de todos os processos e oficinas do Projeto.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Presidente da Câmara Valoriza Cultura Santarena

Numa demonstração de valorização à Cultura santarena, o presidente da Câmara Municipal, Vereador José Maria Tapajós, apresentou e teve aprovação de seus pares Moção de Aplausos ao Grupo de Teatro de Aparecida – GRUTAP, pela realização da tradicional encenação da peça teatral Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo realizada na pracinha da Igreja de Nossa Senhora Aparecida, no último dia 21 de março sexta-feira da paixão.

“O GRUTAP está de parabens, pois a encenação foi um sucesso absoluto, com a presença de grande participação popular, o que exigiu bastante dos atores, mas valeu a pena, a emoção foi geral, além de ser um momento forte da fé de todos os cristãos”, disse José Maria Tapajós.

“A Paixão de Cristo é um dos marcos principais da fé cristã e o GRUTAP resgatou o sentimento de amor ao próximo, condiconando às pessoas que assistiram a peça teatral, momentos fortes de emoção e um compromisso pessoal de amor e fé, com Aquele que morreu para nos salvar”, concluiu o presidente José Maria.


Fonte: http://www.camaradesantarem.pa.gov.br/?exibe=exibe_destaque.php&cod_noticia=126
Através da ASCOM (Assessoria de Comunicação da Câmara de Santarém)

quarta-feira, 19 de março de 2008

ARIANO SUASSUNA EM SANTARÉM

De 23 a 27 de abril acontece aqui na Pérola acontece o Primeiro Salão do Livro, na verdade poderia trocar Salão por Praça, afinal o evento será na Praça de São Sebastião (...). O evento, é claro, é promoção do Governo do Pará e da Prefeitura de Santarém. (...) O Salão contará com a presença, mais que ilustre, de Ariano Suassuna*. Ele é o maior dramaturgo brasileiro. Célebre!
Além dele outros escritores virão, como Nelson Mota e Paes Loureiro, e estão por confirmar a vinda do escritor e educador Içami Tiba (esse mesmo do livro “Quem ama, educa.” ). (...)
* Ariano Suassuna: O nome completo dele é Ariano Vilar Suassuna, nasceu em João Pessoa, a 16 de junho de 1927, como já disse ele é dramaturgo e também (com a mesma genialidade) romancista e poeta brasileiro. Escreveu o Auto da Compadecida e A Pedra do Reino. É guerrilheiro, tente ler sobre ele e verá!!!

segunda-feira, 3 de março de 2008

PARABÉNS G.T. EXPERIÊNCIA

Ontem dia 02 de Março, domingo, o Grupo de Teatro Experiência completou mais um ano de vida. Já é o seu 7° Aniversário.


Parabéns a todos e todas que fazem com que o Experiência esteja cada vez mais forte entre os Grupos de Teatro de Santarém.

PARABÉNS Família Experiência!!!!!!!!!

PARABÉNS KELCY

Hoje é um dia mais do que especial pra Família de Cleociane (Kelcy), eterna integrante do Grupo de Teatro Experiência. É o dia de seu aniversário.

No último sábado, 01 de Março, aconteceu o Chá de Bebê surpresa para ela, realizado pelo G.T. Experiência e sua Família na sede do Grupo.
Parabéns para você Kelcy, pelo aniversário e pelo filho que está à caminho.

Família Experiência.

sábado, 1 de março de 2008

Teatro em Santarém pede Socorro!

O Teatro no munícipio de Santarém vem sofrendo muito com a desvalorização. Em matéria publicada no site da TV Tapajós a Associação de teatro da cidade reclama das condições da Casa da Cultura e da falta de atenção por parte do poder público municipal. A matéria intitulada "Teatro passa por dificuldades em Santarém", deveria se chamar: "Teatro sempre passou por dificuldades em Santarém e continua passando...", afinal não é de hoje que os artistas vem reclamando e tentando se manifestar contra o embargo que a cultura santarena esta vivendo nos últimos três anos. Segundo a matéria da repórter Nicole Gervasio,"(...) o presidente da associação de teatro amador de Santarém, Cleuton Bentes, diz que, a beleza do teatro já atravessa séculos e ainda tem muito a oferecer - Além das risadas, o teatro pode trazer benefícios imediatos ou ao longo da vida. Pode repassar mensagem e fazendo com que a pessoa esqueça o trabalho e viva uma outra realidade (...), para Santarém, onde não temos mais o cinema e o teatro deve receber uma atenção especial da nossa cidade, comenta Cleuton."Segundo o texto da matéria: "(...) A falta de apoio é um dos grandes motivos para que a cidade e seus moradores não guardem um espaço para o teatro em sua vida. E para Cleuton Bentes, a situação está piorando - Há três anos atrás tínhamos 20 grupos, hoje temos apenas seis. Então, as dificuldades financeiras para os grupos e a falta de presença nas reuniões, caracteriza essa diminuição (...)".Como é visível nas palavras do presidente da associação de teatro, Cleuton Bentes, a falta de apoio e interesse vem desmotivando a classe e fazendo com que os grupos não tenham mais vontade de continuar atuando na área. É importante destacar, que além da falta de apoio da prefeitura (que não pagou o cachê de um grupo de teatro em 2006 e está sendo processada), a falta de apoio do empresariado local também dificulta a realização das peças teatrais. Segundo a Prefeita, Maria do Carmo (PT), a construção do Teatro de Santarém está entre suas metas de governo, porém, durante todo o seu mandato a arte em Santarém foi tratada com descaso e abandono pelo governo "Cidade da Gente". A sociedade, em especial os atores, esperam um posicionamento por parte do governo, pois fazer cultura em Santarém está ficando cada vez mais difícil e graças a pessoas empenhadas, como os atores, diretores e participantes desses grupos, é que o teatro está aos poucos sobrevivendo ao abandono do governo.


Retirado do Blog de

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Notícias de Trombetas...

Mineração Rio do Norte preparou uma programação para comemorar o Dia Mundial do Trabalho, que vai durar não apenas 24 horas, mas o mês de maio inteiro. O pontapé inicial será neste sábado, dia 1º, no Salão Social do Mineração Esporte Clube, com a realização de um grande baile animado pela banda Mais Biss, de Belém. Além disso, a MRN promoverá a 5ª Mostra de Teatro Amador de Porto Trombetas, uma extensa programação cultural que será realizada aos finais de semana entre 7 e 28 de maio, com o apoio da Secretapria Municipal de Cultura, Desporto e Turismo de Oriximiná. Nela, serão apresentados sete espetáculos, montados por grupos teatrais de Oriximiná, Santarém e de Porto Trombetas.

fonte: http://www.mrn.com.br/sala_noticias/not25.html

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

SESC prepara oficina de confecção de fantoches

O Serviço Social do Comércio (SESC) esta preparando uma oficina de confecção de bonecos de fantoches, cujo objetivo é de desenvolver a criatividade, as habilidades manuais e expressivas, além de uma nova consciência sobre o desperdício e do reaproveitamento de objetos descartados, tidos até então como “lixo”. Os fantoches serão produzidos com materiais alternativos como garrafas plásticas, cabos de vassouras, retalho entre outros. A oficina será na praça temática do SESC. Os interessados em participar do encontro devem levar 1 kg de alimento não perecível. A oficina acontecerá no período de 26 a 28 deste mês.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Rio Mojú

Grupo no Rio Mojú

Meninas do Grupo-2007

Digamos estejam praticamente todos nessa foto


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Notícias
03.01.2008 12:47

: :Instituto Ciências da Arte abre inscrições para cursos técnicos


UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO CIÊNCIAS DA ARTE
Escola de Teatro e Dança da UFPA

EDITAL Nº 01/2008
Processo Seletivo ETDUFPA/2008

Estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado ao Curso Técnico de Nível Médio de Formação em Ator, Formação em Intérprete/Criador-Dança e Formação em Cenografia

INSCRIÇÃO:

As inscrições poderão ser realizadas no período de 03 a 18 de janeiro de 2008.

Informações sobre o recolhimento da taxa de inscrição de R$ 40,00 (quarenta reais), deverão ser obtidas através de contato com a Secretaria da ETDUFPA, Travessa Dom Romualdo de Seixas, nº 820 (esquina com a Rua Jerônimo Pimentel), Bairro do Umarizal, ou pelo número 0xx(91) 3241-0850 / 0xx(91) 3212-5050.

EDITAL Nº 01/2008

Processo Seletivo ETDUFPA/2008

O INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA ARTE no uso de suas atribuições, por meio da ESCOLA de TEATRO E DANÇA, comunica aos interessados que estão abertas as inscrições para o Processo Seletivo Simplificado ao Curso Técnico de Nível Médio de Formação em Ator, Formação em Intérprete/Criador-Dança e Formação em Cenografia, em BELÉM e obedecerá às normas e aos procedimentos definidos conforme abaixo.

1 – DISPOSIÇÕES GERAIS

1.1 O Processo Seletivo Simplificado, referente ao ingresso em 2008, atenderá às preferências dos candidatos ao Curso Técnico de Nível Médio de Formação em Ator, de Formação em Intérprete/Criador-Dança e de Formação em Cenografia da ESCOLA DE TEATRO E DANÇA-ETDUFPA, do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará;

1.2 O conteúdo do processo de seleção abrangerá conhecimento contido no programa do Processo Seletivo de 2008 da ESCOLA DE TEATRO E DANÇA, e será realizado em diferentes etapas, conforme as especificidades do curso pretendido pelo candidato;

1.3 O conteúdo programático, bem como as etapas das provas dos Cursos Técnicos, fará parte do Informativo do Candidato, que será entregue no momento da inscrição.

2 – DO NÚMERO DE VAGAS POR CURSO

2.1 - No Processo Seletivo aos Cursos Técnicos da ESCOLA DE TEATRO E DANÇA, em 2008, a admissão dos candidatos será feita com base no critério classificatório até o preenchimento das vagas ofertadas, conforme abaixo:

Técnico de Formação em Ator – BELÉM – 30 vagas - Noite – 19:30 às 22:30 h

Técnico Form. Intérprete-Criador/Dança – BELÉM – 30 vagas - Manhã – 08 às 12:15 h

Técnico em Cenografia – BELÉM – 30 vagas - Noite – 19:30 às 22:30 h

3 – DA INSCRIÇÃO

3.1 – As inscrições poderão ser realizadas no período de 03 a 18 de janeiro de 2008.

3.1.1 - Informações sobre o recolhimento da taxa de inscrição de R$ 40,00 (trinta reais), deverão ser obtidas através de contato com a Secretaria da ETDUFPA (endereço contido no item 4.2 deste Edital) ou pelo número 0xx(91) 3241-0850 / 0xx(91) 3212-5050 .

3.2 No ato da inscrição ao Processo Seletivo, o candidato deverá apresentar:

3.2.1 Comprovante original de pagamento da taxa de inscrição;

3.2.2 Comprovante de que está cursando ou de que já tenha concluído o Ensino Médio ou equivalente;

3.3 Após a entrega dos documentos relacionados no item anterior, o candidato receberá um Formulário de Inscrição, o qual deverá ser preenchido e devolvido junto à fotocópia legível do documento de identidade;

3.4 O candidato somente terá sua inscrição efetivada após a entrega de seu Formulário de Inscrição e dos documentos mencionados no subitem 3.3 deste Edital. Após esse procedimento, o candidato receberá seu Comprovante de Inscrição, juntamente com o Informativo do Candidato, em data e local definidos no item 4.2 deste Edital;

3.5 Todas as inscrições são de caráter condicional, podendo ser canceladas quando forem verificadas irregularidades na documentação. Nesse caso, não será ressarcido o valor da taxa de inscrição;

3.6 As informações no Formulário de Inscrição serão de inteira responsabilidade do candidato ou de seu representante legal, não cabendo recurso de qualquer natureza quanto à alteração de dados após a entrega do Formulário;

3.7 O candidato que precisar de atendimento especial para realização da prova deverá requerê-lo até 02 horas antes da realização da prova;

3.8 Para os cursos noturnos de Formação em Ator e em Cenografia, é obrigatório que o candidato seja maior de idade; para os candidatos com menos de 18 anos, faz-se necessária a apresentação de autorização escrita dos pais ou responsáveis.

4 – DO COMPROVANTE DE INSCRIÇÃO

4.1 O Comprovante de Inscrição é o documento que habilita o candidato a realizar as provas. Neste documento constarão os dados pessoais, o número de inscrição, o curso de opção, local e horários de realização das provas;

4.2 O Comprovante de Inscrição e o Informativo do Candidato serão entregues no período de 03 a 18 de janeiro de 2008, das 09h00min às 21h00min, na Secretaria da ESCOLA DE TEATRO E DANÇA do Instituto de Ciências da Arte da Universidade Federal do Pará (ETDUFPA), sito à Travessa Dom Romualdo de Seixas, nº 820 (esquina com a Rua Jerônimo Pimentel), Bairro do Umarizal;

4.3 O Comprovante de Inscrição deverá ser assinado do mesmo modo como está assinado o documento de identidade, apresentado por ocasião da inscrição;

4.4 Se o candidato, por qualquer motivo, perder o Comprovante de Inscrição, deverá dirigir-se, entre os dias 24 e 26 de janeiro de 2008, das 09h00min às 21h00min, à Secretaria da ESCOLA, cujo endereço consta no item 4.2 deste Edital, onde recebeu a primeira via, para requerer a segunda via, após o recolhimento do valor correspondente a 30% da taxa de inscrição.

5 – DAS PROVAS

5.1 As disposições específicas a cada prova estarão contidas no Informativo do Candidato, a ser entregue no momento da inscrição. Abaixo, segue a descrição sumária das fases do processo seletivo, conforme cada curso:

5.1.1 - Curso Técnico de Formação em Ator, o processo seletivo constará de 4(quatro) provas, sendo:

a) 1(uma) prova escrita, sob a forma de redação, com o valor máximo de 2,5 pontos, a ser realizada no dia 29 de janeiro de 2008, com início às 19h00min término às 22h00min;

b) 1(uma) prova prática constituída por aula de teatro atendida pelo candidato, com valor máximo de 2.5 pontos, a ser realizada no dia 30 de janeiro de 2008, com início às 19h00min e término às 22h00min;

c) 1 (uma) prova prática constituída por leitura dramática de texto distribuído no dia da prova, com o valor máximo de 2,5 pontos, a ser realizada no dia 31 de janeiro de 2008, com início às 19h00min e término às 22h00min;

d) 1 (uma) prova de interpretação teatral, com o valor máximo de 2,5 pontos, a ser realizada no dia 01 de fevereiro de 2008, com início às 19h00min e término às 22h.

5.1.2 - Curso Técnico de Formação em Intérprete/Criador-Dança, o processo seletivo constará de 3 (três) provas, sendo:

a) 1(uma) prova escrita, sob a forma de redação, com o valor máximo de 3 pontos, a ser realizada no dia 28 de janeiro de 2008, com início às 09h término às 12h;

b) 1(uma) prova prática constituída por aula técnica de dança, com valor máximo de 4 pontos, a ser realizada no dia 29 de janeiro de 2008, com início às 09h;

c) 1(uma) prova de criação com o tema sorteado, com valor máximo de 3 pontos, a ser realizada no dia 29 de janeiro de 2008, com início às 09h;

5.1.3 - Curso Técnico de Formação em Cenografia, o processo seletivo constará de 2 (duas ) provas, sendo:

a) 1(uma) prova escrita, na qual o candidato receberá um texto, que a partir da leitura, irá desenhar um cenário e em seguida dissertar defendendo suas idéias e propostas, com o valor máximo de 5 pontos, a ser realizada no dia 31 de janeiro de 2008, com início às 19h00min término às22h00min;

b) 1(uma) prova prática com valor máximo de 5,0 pontos, a ser realizada no dia 01 de fevereiro de 2008, com início às 19:00h e término às 22:00h.

6 – DOS CRITÉRIOS DE ELIMINAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO

- O critério será classificatório, sendo eliminado o candidato que obtiver nota zero na Prova Escrita ou menos de 20% do total de pontos das Provas Práticas.

- Será automaticamente eliminado o candidato que:

6.2.1 não comparecer no dia da prova;

6.2.2 apresentar-se no dia da prova com atraso ou sem a documentação exigida;

6.2.3 prejudicar, de alguma forma, o bom andamento do Concurso;

6.2.4 for surpreendido, durante a realização da prova, em comunicação com outro candidato, pessoa estranha ao Concurso ou utilizar-se de qualquer expediente fraudulento.

7 - DO RESULTADO FINAL

7.1 - Os candidatos serão classificados por cursos de opção até o limite das vagas, obedecendo à ordem decrescente dos totais de pontos obtidos pelos candidatos e adquirirão direito à matrícula no ano letivo de 2007;

7.2 - Em caso de empate, a classificação dos candidatos obedecerá sucessivamente aos seguintes critérios:

Curso Técnico de Formação em Ator

1º) Maior Pontuação na Prova de Interpretação Teatral

2º) Maior pontuação na Prova de Leitura Dramática

3º) Maior pontuação na Prova Teórica

4º) Candidato com maior idade

Curso Técnico de Formação em Dança

1º) Maior Pontuação na Prova de Aula Técnica em Dança

2º) Maior pontuação na Prova de Criação

3º) Maior pontuação na Prova Teórica

4º) Candidato com maior idade

Curso Técnico de Formação em Cenografia

1º) Maior Pontuação na Prova Prática

2º) Maior pontuação na Prova Teórica

3º) Candidato com maior idade

7.3 Os candidatos tomarão conhecimento do resultado do Processo Seletivo por meio de relação dos aprovados, a ser fixada no quadro de avisos da ESCOLA DE TEATRO E DANÇA (endereço contido no item 4.2 deste Edital), no dia 07 de fevereiro de 2008.

8- DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

8.1 Não serão dadas informações a respeito de datas, locais e horários de provas, por telefone;

8.2 A apresentação do Comprovante de Inscrição e do documento oficial de identidade será obrigatória nos dias das provas;

8.3 O candidato deverá utilizar caneta esferográfica azul ou preta na Prova Teórica, que será o único documento considerado para a correção;

8.4 O candidato terá o prazo de 48 (quarenta e oito) horas a contar da divulgação do resultado final para entrar com recurso;

8.5 A matrícula na Escola de Teatro e Dança será feita obedecendo à ordem de classificação do candidato e o número de vagas fixado no item 2.1.

8.6 Os candidatos classificados para efetivação da matrícula deverão comparecer na Secretaria da ESCOLA DE TEATRO E DANÇA (endereço contido no item 4.2 deste Edital), munidos dos seguintes documentos:

a) - Comprovante de matrícula ou Histórico e Certificado de Conclusão do Ensino Médio (original, acompanhado de uma cópia xerox);

b) - Carteira de Identidade – RG (original, acompanhado de uma cópia xerox);

c) - CPF (original, acompanhado de uma cópia xerox);

d) - Título de Eleitor para maiores de 18 anos (original, acompanhado de uma cópia xerox);

e) - Documento comprobatório de quitação com o Serviço Militar, para maiores de 18 anos, do sexo masculino (original, acompanhado de uma cópia xerox);

f) - Duas fotos 3x4, recentes.

8.7 – As matrículas serão realizadas nos seguintes períodos, no horário de 09 às 21 horas:

- 11 a 15/02/2008 – Curso Técnico de Formação em Dança

- 18 a 22/02/2008 – Curso Técnico de Formação em Ator

- 25 a 29/02/2007 – Curso Técnico em Cenografia

8.8 - Quando o total de vagas fixadas para o Curso, após a fase de habilitação à matrícula, não for preenchido, serão chamados para exercer seu direito à matrícula, os candidatos não eliminados e classificados inicialmente, obedecendo à ordem decrescente da pontuação final.

8.9 - Os itens deste Edital poderão sofrer eventuais alterações, atualizações ou acréscimos enquanto não consumada a providência ou evento que lhes disser respeito, circunstância que será mencionada em Edital ou Aviso.

8.10 - Os casos omissos serão resolvidos pelo voto da maioria absoluta dos membros da Comissão do Concurso.

Belém, 26 de dezembro de 2007.

Profa. M.Sc. Eleonora Leal

Diretora da ETDUFPA

Prof. Dr. José Afonso Medeiros Souza

Diretor Geral do ICA


fonte: http://www.ufpa.br/portalufpa/imprensa/noticia.php?cod=1702

 
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